quinta-feira, 10 de junho de 2010

I Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia

Um produto da I Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia foi a criação da Sociedade Arquivística, a qual influenciará e auxiliará pesquisas científicas no ramo da Arquivologia.

Segue o texto de Érica Montenegro postado no site da UnB sobre o assunto.

Pesquisadores em Arquivologia criam sociedade científica

Depois de três dias de encontro na Universidade de Brasília, professores, alunos e pesquisadores de Arquivologia de todo o país decidiram criar uma sociedade científica sobre o assunto. A 1° Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia terminou nesta quarta-feira, 9 de junho, com o compromisso assumido pelos participantes de aumentar a articulação entre os pesquisadores da área e fortalecer este campo do conhecimento.

Para elaborar as bases para a criação da sociedade científica foi criado um grupo de trabalho. Também foi criado um grupo de trabalho para encaminhar as questões pelativas à criação de um mestrado em Arquivologia. Os pesquisadores definiram ainda local e data da próxima Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa. Será em 2011 no Rio de Janeiro. “Foi muito importante para aumentarmos a articulação e prepararmos a criação dos cursos de pós-graduação na área”, avaliou Georgete Medleg Rodrigues, presidente da comissão organizadora do evento e professora da Faculdade de Ciência da Informação da UnB.

Atualmente existem 15 cursos de graduação em Arquivologia no Brasil, mas não há programas de pós-graduação na área. “Temos de defender as teses e dissertações em outras áreas do conhecimento, o que diminui a visibilidade da Arquivologia como ciência”, explicou a professora da UnB Angélica Alves da Cunha Marques. Desde a iniciação científica, ela estuda a produção científica sobre Arquivologia.

Em levantamento feito no portal do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq), Angélica listou 77 dissertações e 10 teses que tiveram a Arquivologia como tema. “A maioria delas foi enquadrada dentro das áreas de História e Ciência da Informação”, explicou. “Precisamos fazer valer a recomendação do Cnpq que determina a criação de cursos de mestrados e doutorados na nossa área”, defendeu.

Professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), José Maria Jardim foi ainda mais contundente. “Estamos na periferia da periferia do conhecimento”, afirmou. “Mudar esta realidade depende da nossa articulação”, disse.

Na terça-feira, 8 de junho, ele apresentou levantamento que aponta a Ciência da Informação como 67° lugar no ranking de financiamento de pesquisa do Cnpq entre os períodos de 1998 a 2009. Para o órgão de fomento, a Arquivologia está dentro do campo da Ciência da Informação. “Para que a pesquisa em Arquivologia sobreviva precisamos mudar esta realidade”, completou.

PANORAMA - A sociedade científica, provisoriamente batizada de Associação Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia, vai organizar os grupos de pesquisa, dar visibilidade às teses e dissertações e promover eventos para os pesquisadores. “Historicamente é assim que os campos de conhecimento se estruturam, por isso estamos optando por este caminho”, explicou a professora Georgete Medleg Rodrigues.

O último encontro da área havia sido realizado há 14 anos. A semana foi financiada integralmente pela UnB, com recursos da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FACE), Faculdade de Ciência da Informação (FCI) e dos decanatos de Graduação (DEG) e de Pesquisa e Pós-Graduação (DPP). “Conseguimos trazer pelo menos um representante de cada curso do país, o que nos permitiu traçar um panorama nacional sobre o assunto”, comemorou Georgete.

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